Combatendo a doença e promovendo alegria

20:51:00 Saúde da Família 0 Comments

As mãos calejadas pelo tempo não significam que delas não se tirem bons exemplos. Utilizando-as como ferramenta de promoção em saúde, dezesseis mulheres integrantes da unidade de saúde Ana Maria Conceição dos Santos Correia (RJ) têm aliviado a luta contra o diabetes, a pressão alta e outras enfermidades. Elas fazem parte do centro de convivência, idealizado pela Secretária de Assistência Social, onde o artesanato é o alívio do dia-a-dia.
Grupo reunido no teatro. Foto: Divulgação

Manuseando produtos recicláveis como garrafa pet, Maria do Rosário (82), hipertensa e diabética (foto abaixo) transforma o material em muitas flores, que deverão ornamentar mais um objeto para compor a primeira exposição do grupo. Ela conta que a pressão arterial já chegou a pontuar 20/11 e, por intermédio das atividades do grupo, o pensamento voltado para problemas de família foi trocado por muita alegria. “Sinto-me melhor. Moro só e com o grupo saio de casa. Esqueço os problemas. Converso com as amigas”, afirma.

Maria José, conhecida carinhosamente por Zezé (74), diabética há 14 anos, parece ser a mascote do grupo tamanha a vitalidade que irradia. “Trago alegria. Sou animada de qualquer jeito. Aqui é proibido falar de doenças”, revela. 
Em volta de uma mesa repleta de materiais a serem transformados em artesanato, se encontram todas as terças-feiras mulheres usuárias dos serviços do Sistema Único de Saúde, e que têm no grupo uma forma de descontração, ocupação do tempo, esquecimento dos problemas, relacionamento e muita alegria.
Dona Zezé exibindo orgulhosamente suas bonecas. Foto: Divulgação
A idealizadora e voluntária, Miriam Nunes, contou que é um projeto contra o estresse, já que antes as mulheres iam até a unidade de saúde para falar somente de doença. “É um clima de alegria onde as mãos são utilizadas para transformar sucata, papel em arte, esquecendo até que têm algum problema”, afirmou.

Os agentes de saúde da equipe à qual pertencem as integrantes do projeto também estão envolvidos. Mércia Maria Santos Carvalho é uma delas e disse que o grupo já pensa em fazer um perfil nas redes sociais. “Nos encontros sempre há sugestões. Tudo é registrado em ata. É tanto que as pessoas envolvidas já criaram esse afeto em pouco tempo de criado e já têm surtido efeito”, disse.

Miriam Nunes, agente de saúde e a técnica de enfermagem. Foto: Divulgação

 O desejo de acontecer aliado a uma boa ideia fez com que o voluntariado de Miriam Nunes criasse nova oportunidade de prevenção. As enfadonhas palestras educativas foram trocadas pela interação e carinho do grupo. O resultado é não falar em doença, mas transformá-la em alegria e arte.

As mãos calejadas pelo tempo não significam que delas não se tirem bons exemplos. Utilizando-as como ferramenta de promoção em saúde, dezes...

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