Combatendo a doença e promovendo alegria
As mãos calejadas pelo tempo não significam que delas não se
tirem bons exemplos. Utilizando-as como ferramenta de promoção em saúde,
dezesseis mulheres integrantes da unidade de saúde Ana Maria Conceição dos
Santos Correia (RJ) têm aliviado a luta contra o diabetes, a pressão alta e
outras enfermidades. Elas fazem parte do centro de convivência, idealizado pela
Secretária de Assistência Social, onde o artesanato é o alívio do dia-a-dia.
![]() |
Grupo reunido no teatro. Foto: Divulgação |
Manuseando produtos recicláveis como garrafa pet, Maria do
Rosário (82), hipertensa e diabética (foto abaixo) transforma o material em
muitas flores, que deverão ornamentar mais um objeto para compor a primeira
exposição do grupo. Ela conta que a pressão arterial já chegou a pontuar 20/11
e, por intermédio das atividades do grupo, o pensamento voltado para problemas
de família foi trocado por muita alegria. “Sinto-me melhor. Moro só e com o
grupo saio de casa. Esqueço os problemas. Converso com as amigas”, afirma.
Maria José, conhecida carinhosamente por Zezé (74),
diabética há 14 anos, parece ser a mascote do grupo tamanha a vitalidade que
irradia. “Trago alegria. Sou animada de qualquer jeito. Aqui é proibido falar
de doenças”, revela.
Em volta de uma mesa
repleta de materiais a serem transformados em artesanato, se encontram todas as
terças-feiras mulheres usuárias dos serviços do Sistema Único de Saúde, e que
têm no grupo uma forma de descontração, ocupação do tempo, esquecimento dos
problemas, relacionamento e muita alegria.
![]() |
Dona Zezé exibindo orgulhosamente suas bonecas. Foto: Divulgação |
A idealizadora e voluntária, Miriam Nunes, contou que é um
projeto contra o estresse, já que antes as mulheres iam até a unidade de saúde
para falar somente de doença. “É um clima de alegria onde as mãos são
utilizadas para transformar sucata, papel em arte, esquecendo até que têm algum
problema”, afirmou.
Os agentes de saúde da equipe à qual pertencem as
integrantes do projeto também estão envolvidos. Mércia Maria Santos Carvalho é
uma delas e disse que o grupo já pensa em fazer um perfil nas redes sociais.
“Nos encontros sempre há sugestões. Tudo é registrado em ata. É tanto que as
pessoas envolvidas já criaram esse afeto em pouco tempo de criado e já têm
surtido efeito”, disse.
![]() |
Miriam Nunes, agente de saúde e a técnica de enfermagem. Foto: Divulgação |
0 comentários: